No dia 1° de maio de 2012 no Museu da
Imagem e do Som (MIS) em São Paulo aconteceu o lançamento da editora Cosacnaify
da celebrada coleção de livros de fotografia em formato de bolso - a
famosíssima coleção PHOTO POCHE criada e idealizada pelo editor suíço Robert
Delpire em 1982, em Paris. Com um público seleto na plateia de aproximadamente
pouco mais de 20 pessoas e com a presença do fotógrafo Eduardo Muylaert e o coeditor
francês Benoit Rivero.
Segundo Rivero, Robert Delpire
criador do PHOTO POCHE propôs ainda em 1975 publicar dois livros junto a Les
Editions Gallimard, onde não deram muita credibilidade se um trabalho dessa
magnitude iria surtir algum efeito positivo, levando em conta a situação
naquele momento do pais. Ele não desistiu e estabeleceu dois critérios que
acabaram delineando a característica dos mais de 150 títulos publicados.
Estabeleceu primeiro que o papel deveria ser de primeiríssima qualidade e
segundo que impressão fosse correta de boa qualidade em preto e cinza. Entre
assuntos que recobre a casa de 250 assuntos abordados, salve a fotografia contemporânea
que não é explorada pela coleção, mesmo que exista referencias publicadas que
envolve o tema. Segundo o francês Benoit Rivero coeditor da coleção, esclarece que
não é uma questão de preconceito e sim o fato de que a coleção vem falar da
história da fotografia e fotógrafos com
seus trabalhos contemporâneos atrelados ao modismo vai ferir homenageados em
edições passadas da coleção, onde
levaram décadas para consolidar seus trabalhos. Segundo ele é preciso tempo e
recuo e isso é um processo difícil. Inicialmente a coleção publica 8 títulos
por ano, com 3 milhões de livros já produzidos.
O português é a sexta língua
que a coleção é traduzida, atualmente traduzido para 7 línguas. Inicialmente a
coleção conta com 5 títulos traduzidos do francês para o português os nomes são
Henri Cartier-Bresson, Man Ray, Sebastião Salgado, Helmut Newton e Elliott
Erwitt. E ainda conta com uma outra publicação de mais um brasileiro na coleção
Photo Poche Société, o livro
"Sertão", de Tiago Santana
o livro traz 71 fotografias realizadas entre 1992 e 2006, ele natural do
Crato, Ceará retrata sua gente de forma
documental com uma nova perspectiva para esse tipo de fotografia, tornando-se o segundo fotógrafo brasileiro a
ter seu trabalho publicado nesta importante coleção de âmbito global.
A fotografia se desenvolve muito
diferente economicamente falando com relação a outros tipos de arte complementa
Rivero. E a coleção não pretende
acumular fotografias sendo que historicamente falando a fotografia tem
apenas um século e meio de existência, há uma necessidade de documentar os
trabalhos dos melhores fotógrafos.




muito bem,está bem informativo
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