quarta-feira, 2 de maio de 2012

Lançamento da editora Cosacnaify PHOTO POCHE

O mês de maio começou com alguns eventos relacionados a fotografia em São Paulo. Logo no início do mês no Museu da Imagem e do Som (MIS) aconteceu o lançamento da coleção  PHOTOPOCHE com  o  editor-adjunto da coleção Benoit Rivero e o fotógrafo Eduardo Muylaert. Estive lá para conferir...



 
No dia 1° de maio de 2012 no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo aconteceu o lançamento da editora Cosacnaify da celebrada coleção de livros de fotografia em formato de bolso - a famosíssima coleção PHOTO POCHE criada e idealizada pelo editor suíço Robert Delpire em 1982, em Paris. Com um público seleto na plateia de aproximadamente pouco mais de 20 pessoas e com a presença do fotógrafo Eduardo Muylaert e o coeditor francês Benoit Rivero.

 
Segundo Rivero, Robert Delpire criador do PHOTO POCHE propôs ainda em 1975 publicar dois livros junto a Les Editions Gallimard, onde não deram muita credibilidade se um trabalho dessa magnitude iria surtir algum efeito positivo, levando em conta a situação naquele momento do pais. Ele não desistiu e estabeleceu dois critérios que acabaram delineando a característica dos mais de 150 títulos publicados. Estabeleceu primeiro que o papel deveria ser de primeiríssima qualidade e segundo que impressão fosse correta de boa qualidade em preto e cinza. Entre assuntos que recobre a casa de 250 assuntos abordados, salve a fotografia contemporânea que não é explorada pela coleção, mesmo que exista referencias publicadas que envolve o tema. Segundo o francês Benoit Rivero coeditor da coleção, esclarece que não é uma questão de preconceito e sim o fato de que a coleção vem falar da história da fotografia e  fotógrafos com seus trabalhos contemporâneos atrelados ao modismo vai ferir homenageados em edições  passadas da coleção, onde levaram décadas para consolidar seus trabalhos. Segundo ele é preciso tempo e recuo e isso é um processo difícil. Inicialmente a coleção publica 8 títulos por ano, com 3 milhões de livros já produzidos. 




O português é a sexta língua que a coleção é traduzida, atualmente traduzido para 7 línguas. Inicialmente a coleção conta com 5 títulos traduzidos do francês para o português os nomes são Henri Cartier-Bresson, Man Ray, Sebastião Salgado, Helmut Newton e Elliott Erwitt. E ainda conta com uma outra publicação de mais um brasileiro na coleção Photo Poche Société, o livro  "Sertão", de Tiago Santana  o livro traz 71 fotografias realizadas entre 1992 e 2006, ele natural do Crato, Ceará retrata sua gente de forma  documental com uma nova perspectiva para esse tipo de fotografia,  tornando-se o segundo fotógrafo brasileiro a ter seu trabalho publicado nesta importante coleção de âmbito global.
 
A fotografia se desenvolve muito diferente economicamente falando com relação a outros tipos de arte complementa Rivero. E a coleção não pretende  acumular fotografias sendo que historicamente falando a fotografia tem apenas um século e meio de existência, há uma necessidade de documentar os trabalhos dos melhores fotógrafos.


 

Falando de questões que envolve política e cultura citou o fato de que levou aproximadamente 10 anos para que essa mesma publicação fosse aceita nos Estados Unidos, um verdadeiro paradoxo da política e sua conexão com a coleção. E na França se não tivesse havido incentivos jamais existiria hoje a Fundação Nacional de Fotografia Francesa, surgindo assim de uma vontade política e cultural muito forte segundo ele. Comentou brevemente que no momento estava torcendo para o então eleito presidente da frança, François Hollande, que segundo ele será uma boa promessa para assuntos culturais em especial a fotografia, ter um presidente socialista naquele país.

 Sit da Editora: Cosacnaify 

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